quarta-feira, 10 de abril de 2013

A Glória de Cristo na Sua União com a Igreja

 
 
A nossa união com Cristo é tão real que, na visão de Deus, é como se nós tivéssemos sofrido o que Cristo sofreu, sofrido para redimir a Igreja. Ele agiu gloriosamente quando levou "... em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro" e "... padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus" (I Pedro 2:24; 3:18). O propósito do nosso santo e justo Deus foi o de salvar a Igreja, mas o pecado dos Seus remidos não podia ficar impune. Foi necessário, então, que a punição para aquele pecado fosse transferida daqueles que a mereciam, mas não podiam suportá-Ia para Aquele que não a merecia, porém poderia suportá-Ia. Este é o fundamento da fé cristã e toda a revelação divina contida nas Escrituras. Vamos examinar ainda mais um pouco essa verdade e considerar como ela está cheia da glória de Cristo.

1. Não é contrário à justiça divina que alguns sofram punição pelos pecados de outros. Confirmarei esta afirmação, por hora, apenas ao dizer que Deus, que não faz nada errado, sempre agiu assim. Quando Davi pecou, setenta mil homens foram destruídos por um anjo, e então Davi disse ao Senhor: "Eis que eu sou o que pequei, e eu o que iniquamente obrei; porém estas ovelhas o que fizeram? Sejam pois a tua mão contra mim e contra a casa de meu pai" (2 Samuel 24:17). Quando o povo de Judá foi levado cativo, Deus o puniu pelos pecados de seus antepassados, especialmente aqueles pecados cometidos nos dias de Manassés (2 Reis 23:26-27). E, finalmente, ao destruir a nação judaica, Deus a puniu pelo derramamento do sangue de todos os profetas desde o começo do mundo (Lucas 11:50-51).

2. Há sempre uma ligação especial entre aqueles que pecam e aqueles que são punidos. Por exemplo, há uma relação entre pais e filhos, entre reis e seus súditos. Há também a ideia de compartilhar a punição. Foi dito aos filhos de Israel: "E vossos filhos (como errantes) pastorearão neste deserto quarenta anos, e levarão sobre si as vossas infidelidades, até que os vossos cadáveres se consumam neste deserto" (Números 14:33). A punição devido aos seus pecados foi transferida para os filhos, mas parte da sua própria punição foi exatamente o conhecimento do que haveria de acontecer aos seus filhos.

3. Há uma união maior e um relacionamento mais íntimo entre Cristo e a Igreja do que existem em qualquer outro vínculo no mundo. Isso pode ser visto de três formas:

a. Há um elo natural de ligação entre Cristo e Sua Igreja. Deus fez todas as pessoas de um sangue (Atos 17:26). Cada um é irmão e vizinho do outro (Lucas 10:36). Essa mesma relação existe entre Cristo e a Igreja. "E visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo" (Hebreus 2:14). Há, entretanto, em dois aspectos, uma diferença entre a união de Cristo com a Igreja e a irmandade comum entre os homens. Primeiro, Ele tomou a nossa natureza sobre Si por um ato voluntário de Sua vontade, mas n6s não tivemos escolha quanto ao nosso relacionamento um com o outro pelo nascimento. Segundo, Ele entrou nessa união por apenas um propósito, ou seja, que em nossa natureza Ele pudesse redimir a Igreja "... para que, pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo; e livrasse todos os que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à servidão" (Hebreus 2:14- 15).

b. Há uma união moral e espiritual entre Cristo e a Igreja. Isto é como o relacionamento existente entre a cabeça e os membros do corpo, ou entre a vinha e seus ramos (Efésios 1:22-23; João 15:1-2). É também como o elo de ligação entre maridos e esposas. "Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela" (Efésios 5:25). Como Ele era o cabeça e marido da Igreja (que só poderia ser salva e tornada santa pelo Seu sangue e Seus sofrimentos), foi apropriado, então, que Ele assim sofresse, e era correto que os benefícios dos Seus sofrimentos fossem legados àqueles pelos quais Ele sofreu.

Uma objeção pode ser levantada em razão de que “... Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores", ou seja, não havia união entre Ele e a Igreja naquele tempo (Romanos 5:8). Diz-se que somos unidos a Cristo pela fé. Portanto, antes da nossa regeneração não estávamos unidos a Ele. Como, então, Ele poderia justamente sofrer a nosso favor? Respondo que era o propósito de Deus, antes dos sofrimentos de Cristo, que a Igreja (composta dos eleitos) pudesse ser a Sua esposa, para que Ele pudesse amá-Ia e sofrer por ela. Jacó amou a Raquel antes que ela se tornasse a sua esposa. Ele "... serviu por uma mulher, e por uma mulher guardou o gado" (Oséias 12:12). Raquel é chamada a esposa de Jacó por causa do seu amor para com ela e porque estava destinada a ser sua noiva antes que a tivesse desposado. Assim Deus, o Pai, deu todos os eleitos para Cristo, confiando-os a Ele, para serem salvos e santificados. Cristo mesmo diz ao Pai: "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste: eram teus, e tu mos deste, e guardaram atua palavra. Eu rogo por eles: não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus" (João 17:6,9).

c. A terceira maneira pela qual Cristo está unido à Sua Igreja é mediante a nova aliança da qual Ele é a garantia e o penhor. "De tanto melhor concerto Jesus foi feito fiador" (Hebreus 7:22). Aqui está o âmago do mistério da forma sábia de Deus salvar a Igreja. A transferência dos pecados dos pecadores para Cristo, que é de toda maneira inocente, puro e reto em Si mesmo, é a vida e a alma de todo o ensinamento das Escrituras, O que Cristo fez por nós O torna glorioso para nós!

Vamos considerar a justiça de Deus ao perdoar os nossos pecados. Todos os eleitos de Deus são pecadores. Como pode Deus ser justo, então, se Ele os deixa sem punição, vendo que não poupou os anjos que pecaram, nem Adão quando ele pecou no princípio? A resposta está na união entre Cristo e a Igreja. Desde que Cristo representa a Igreja na presença de Deus, Deus justamente O pune por todos os pecados dela para que todos os seus membros estejam libertos e perdoados graciosamente. (Romanos 3:14-26). Na cruz, a santidade e justiça de Deus encontraram-se com a Sua graça e perdão. Esta é a glória que dá prazer aos corações e satisfaz as almas de todos os que creem. Quão maravilhoso é para eles verem Deus Se regozijando na Sua justiça e, ao mesmo tempo, manifestando misericórdia ao dar-lhes salvação eterna! No gozo desta gloriosa verdade, deixem-me viver, e nesta fé deixem-me morrer.

Cristo é glorioso, também, pela obediência à lei que Ele perfeitamente cumpriu. Era absolutamente necessário que a lei fosse cumprida e isto nunca poderia ser feito por nós. Através da união de Cristo com a Igreja, entretanto, a lei foi cumprida por nós. "Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o espírito" (Romanos 8:3-4).

Um entendimento pela fé desta glória de Cristo dispersará todos os temores e removerá todas as dúvidas de nossas pobres almas tentadas. Tal conhecimento será uma âncora que os firmará bem seguros em todas as tempestades e provações da vida, como também na morte.

  A Glória de Cristo, John Owen, Editora PES, paginas .40-44
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Podemos aceitar que existe um sentido genérico do amor de Deus. Ele demonstra e fala de amor ao mundo, à humanidade, à sua criação. Como calvinista, não tenho nenhuma dificuldade em aceitar isso. Temos que entender, porém, que no sentido salvífico (a salvação eterna da perdição e condenação do pecado) o amor de Deus é derramado exclusivamente sobre o seu povo e, individualmente, sobre os que ele eficazmente chama para si. Sobre aqueles que responderão, ao chamado eficaz, abraçando a Cristo como único e suficiente Salvador.

A frase "Deus odeia o pecado, mas ama ao pecador", entretanto, por mais que seja proferida e repetida, é uma forma simplista de expressar uma situação complexa, pois realmente é impossível separar o pecado do pecador, como se o pecado fosse uma entidade com vida independente, que apenas se utiliza do corpo e da mente do praticante.

Tiago (1.12-15) nos ensina que o pecado é gerado dentro das pessoas, partindo da própria concupiscência, externando sua prática em um relacionamento "simbiótico" (de dependência mútua) com o praticante. Sem barreiras e controles, enfim, sem a redenção, leva à morte.

O pecado é algo odioso em suas manifestações. Estas são verificáveis nas pessoas, pecadoras, sem as quais ele é indescritível e amorfo.

Em Romanos 9.11-18 a Bíblia fala do "aborrecimento" (ódio) de Deus contra Esaú, contrastando com o amor derramado sobre Jacó. Mas a Palavra de Deus expressa em outras ocasiões (além desse caso específico, de Esaú e Jacó) o ódio ("aborrecimento") de Deus a pecadores. Isso ocorre, porque ele é tanto JUSTIÇA como AMOR.

Por exemplo, no Salmo 11.5, lemos "O Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência". Veja que ele não odeia somente a violência (inexistente, sem o praticante), mas "ao que ama a violência" - uma pessoa, o pecador.

Em Pv. 6.16-18 lemos sobre sete coisas que o senhor abomina (odeia): olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre irmãos. Quando lemos essa descrição das "coisas" que o Senhor odeia, vemos que elas não são especificamente "coisas", mas são pessoas que realizam certas ações; a descrição é a de pessoas que Deus abomina. Isso fica bem claro nas duas últimas "coisas" - uma pessoa, ou outra, que é: "testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos".

Não resta dúvida, portanto, que pelo menos nessas instâncias específicas Deus odeia pecadores. Consequentemente, isso deve nos fazer cautelosos de dar uma declaração genérica e abrangente de que ele não odeia pecadores, pois esse ensinamento não pode ser atribuído, dessa maneira, à Bíblia e carece de inúmeras qualificações.

Solano Portela

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2009/10/deus-odeia-o-pecado-mas-ama-o-pecador-e.html 
Complementação: 

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Os cristãos e o álcool

 

Por R.C. Sproul 

"Lembro-me de certo jantar em que eu estava com um grupo num restaurante. A garçonete veio nos servir e perguntou: "O que desejam para beber? Alguém gostaria de um drinque?". Um dos nossos anfitriões a cortou dizendo: "Não, somos cristãos". O presunçoso farisaísmo de nosso anfitrião não somente embaraçou a garçonete, que estava simplesmente fazendo seu trabalho, mas passou uma mensagem errada sobre o cristianismo. Cristianismo não é sobre comida nem bebida.

Beber álcool é um assunto controverso na comunidade cristã. Muitos argumentam que Jesus nunca bebeu vinho e que quando os fariseus o chamaram de beberrão estavam distorcendo a verdade. Eles também argumentam que o vinho que Jesus criou nas bodas de Caná era sem fermento. Esse tipo de argumento, contudo, reflete uma péssima e tortuosa abordagem do texto bíblico; isso acontece quando as pessoas abordam o texto bíblico com um viés cultural. Muitos estão convencidos de que a abstinência total é o único caminho espiritual, mas não aprendemos tal coisa das Escrituras - nem do Antigo Testamento ou da celebração da Páscoa. Se fizéssemos um estudo da palavra vinho na Bíblia, veríamos as coisas como são. Deus santificou a bebida e alertou contra o excesso, porque embebedar-se é pecado. Deus não faria advertências contra a embriaguez para pessoas que bebiam suco de uva.

Essa visão é ofensiva para muitos. Os que estão convencidos de que não podem beber vinho, não devem jamais permitir que vinho toque seus lábios, já que para eles isso é pecado. Para outros não é. Nosso irmão não deve nos julgar, e não devemos julgar nosso irmão."

Fonte: R. C. Sproul. Estudos bíblicos expositivos em Romanos. Ed. Cultura Cristã, p. 431.
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sexta-feira, 29 de março de 2013

O suícidio é imperdoavél ?


 Pergunta
Visto que Judas (o traidor) se matou, ele foi para o céu ou para o inferno? Eu sempre tenho ouvido que o suicídio é o pecado imperdoável. Mas nos Evangelhos eu leio que o pecado imperdoável é blasfemar contra o Espírito Santo.

Resposta
Assim como você pensa, o suicídio não é o pecado imperdoável a blasfêmia contra o Espírito Santo é (Lucas 12:10). Frequentemente algumas pessoas têm argüido que o suicídio te manda para o inferno porque você não tem a oportunidade de se arrepender dele. Contudo, falhar em se arrepender de um pecado particular antes de morrer não te envia para o inferno. Os cristãos são guardados com segurança em Cristo; eles não perdem e ganham novamente a salvação à medida que eles pecam e se arrependem.

Por outro lado, Judas em si provavelmente esteja no inferno. Em Marcos 14:21 Jesus diz que seria melhor para Judas nunca ter nascido, o que não parece facilmente se reconciliar com a idéia de que Judas esteja no céu. Em João 17:12, falando com Deus, Jesus adiciona que ele guardou os outros discípulos “no teu nome, os que me deste”, mas ele não guardou Judas dessa forma, com o resultado de que Judas, o filho da perdição, se perdeu. Não ter sido guardado no nome divino é provavelmente equivalente a nunca ter sido salvo. A palavra grega para “perdição” significa “destruição” ou “inferno”, de forma que Judas era o “filho do inferno”, o que também parece indicar que Judas está no inferno. 

extraido de : http://www.monergismo.com/textos/etica_crista/suicidio_judas_McLaughlin.htm
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sexta-feira, 15 de março de 2013




A Bíblia torna claro tanto no Velho como no Novo Testamento que o casamento não é proibido para aqueles que desejam agradar a Deus, mesmo para os que desejam servi-lo em tempo integral. O Novo Testamento deixa isso claro quando faz exigências para os oficiais da igreja: Porém que o epíscopo seja irrepreensível, esposo de uma única mulher ... que ele saiba governar bem a sua própria casa, mantendo os filhos na submissão com toda dignidade (1Timóteo 3:2-4). Também as mesmas regras são aplicadas aos diáconos, conforme o verso 12. Os sacerdotes do Velho Testamento também eram livres para casar e geralmente eram casados, bem como os líderes das Igrejas do Novo Testamento.

Enquanto isso, a Bíblia condena severamente as relações sexuais entre pessoas não casadas. Deus diz que o contato sexual entre os casados não é pecado. De preferência Ele ordena que cada pessoa no casamento se dê uma à outra. Passemos aos pontos sobre os quais me escrevestes. É bom ao homem não tocar em mulher. Todavia, para evitar a fornicação, tenha cada homem a sua mulher e cada mulher o seu marido. O marido cumpra o dever conjugal para com a esposa; E a mulher faça o mesmo em relação ao marido. A mulher não dispõe do seu corpo; mas é o marido quem dispõe. Do mesmo modo, o marido não dispõe do seu corpo; mas é a mulher quem dispõe. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo e por algum tempo, para que vos entregueis à oração; depois disso voltai a unir-vos... (1 Coríntios 7: 1-5). Esta passagem torna claro que a falta de desejo no momento, ou mesmo o sentimento de que o sexo é pecado, não é razão suficiente para uma pessoa casada privar-se de seu marido ou de sua esposa. Deus quer que os casados fiquem satisfeitos no lar, a fim de se fortificarem contra as tentações lá fora.


Em Efésios 5:22-23 Deus escolheu a relação entre marido e mulher como exemplo de sua relação com os crentes. Ele disse: As mulheres estejam sujeitas aos seus maridos, como ao Senhor, porque o homem é cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da igreja, e o salvador do corpo. A passagem continua ordenando aos maridos que amem suas esposas e as tratem com doçura tão bem como tratam a si mesmos. Devemos ser submissos a Cristo como a esposa é submissa ao seu marido, e ele quer ter conosco o mesmo cuidado que o marido tem pela esposa. O uso desta comparação mostra que Deus aprova o casamento.

É verdade que uma pessoa solteira está mais livre para o serviço de Deus, e a Bíblia diz isso claramente, mas o contrabalança com o ensino da 1 Coríntios 7:9: Mas, se não podem guardar a continência, casem-se pois é melhor casar-se do que ficar abrasado. Assim, enquanto ficar solteiro é o melhor caminho para algumas pessoas servirem a Deus, não é o melhor para todas. Eis a razão por que Deus permite a cada um casar ou não, conforme o seu próprio caso.


A Igreja Católica afirma que Pedro foi o primeiro Bispo de Roma e o primeiro Papa, embora ele fosse obviamente casado, conforme vemos em Mateus 8:14 e 1 Coríntios 9:5. Uma vez que a Bíblia não exige o celibato para os líderes da Igreja e a Igreja Primitiva não o praticava, ele não é obviamente um mandamento de Deus para todos os que desejam servi-lo em tempo integral. Ele foi imposto aos padres Católicos Romanos por certos Sínodos (Elvira, Orange, Artles, Agde, Toledo) e pelo Concílio Laterano de 1.139 d.C., basicamente para eliminar o nepotismo da Igreja Romana, que controla uma grande parte das propriedades que alguns dos padres prefeririam passar para seus filhos.


Esta condição não existe nas Igrejas Protestantes, de modo que não tem havido necessidade de tal regulamento. Além disso, muitas Igrejas Protestantes são democráticas demais em sua organização para impor uma regra que não tem base bíblica. A Igreja Romana é uma Empresa e tem o direito de exigir o celibato de alguns dos seus empregados; entretanto, muitos padres são incapazes de atravessar sua vida sem ter relações sexuais. Deus considera essas relações extremamente pecaminosas, quando praticadas pelos que não são casados. (1 Coríntios 6:9-10,18; Atos 15:28-29; Apocalipse 21:8). Os pobres sacerdotes que não conseguem resistir não são apenas severamente condenados por Deus, mas também escandalizam muitos em sua Igreja, levando outros ao pecado junto com eles.

extraido de : http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/AosAmigosCatolicos-THeinze.htm
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Não resta dúvida que João Paulo II foi um excelente estadista para o mundo e um estratégico papa para a Igreja Católica Romana, mas o mundo cristão protestante nunca poderá deixar de lembrar que a doutrina da sucessão do apóstolo Pedro é apenas mais um dos erros que a Igreja de Roma acrescentou ao cristianismo.

Como protestantes precisamos discernir que ao desmascararmos as falsas reivindicações da igreja romana não estamos simplesmente diminuindo ou desprezando a pessoa de João Paulo II, mas apenas mostrando que as Escrituras não dão razão para crermos na doutrina do primado de Pedro. 
 
A palavra papa e a palavra papado nome que se dá ao cabeça da Igreja Romana e ao sistema de governo católico não se encontram na Bíblia. Um papa que é reconhecido como chefe supremo da igreja também não se encontra na Bíblia. A palavra papa (que vem do latim) significa pai. Mas Jesus proibiu seus discípulos que chamassem qualquer homem de pai no sentido espiritual: A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus.(Mt 23.9). 
 
O mesmo acontece com a palavra pontífice, que literalmente significa construtor de pontes ( pons , ponte e facio , fazer). Tal título não vem da Bíblia, mas da Roma pagã, onde o imperador que era considerado o sumo sacerdote da religião pagã -, declarava-se a ponte entre esta vida e a vida futura. O título foi tirado do paganismo e aplicado ao cabeça da Igreja Católica Romana.
Assim como o sumo sacerdote do Antigo Testamento era o mediador entre Deus e os homens, o papa também reivindica ser mediador entre Deus e os homens, com poder sobre as almas no purgatório. Mas Cristo é o único mediador entre Deus e os homens: Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. (1Tm 2.5). Cristo é a única Cabeça verdadeira da Igreja. Só Cristo tem os atributos perfeitos necessários para ocupar esse alto posto, pois: nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade... Ele é o cabeça de todo principado e potestade. (Cl 2.9,10). E ainda em Colossenses 1.18 diz: Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia. É arrogância e pecado o papa ou qualquer outro homem reivindicar ser o cabeça da igreja e mediador entre Deus e os homens


Você sabia que a coroação de um novo papa envolve um ritual que declara que ele está recebendo toda autoridade suprema como juiz do céu e da terra? Pois é, quando a coroa tripla (uma tiara ou diadema com três coroas) é colocada sobre a cabeça do novo papa na sua coroação, o ritual ordena que o cardeal oficiante faça a seguinte declaração: 
 
Saiba que és o Pai dos Príncipes e Reis, o Governador do Mundo, o Substituto de nosso salvador Jesus Cristo. 
 
O ensinamento romano oficial diz que: o papa assume o lugar de Jesus Cristo sobre a terra... por direito divino o papa tem poder supremo e total na fé e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro substituto de Cristo, o cabeça de toda a igreja, o pai e o mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o instituidor dos dogmas, o autor e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado apenas por um, o próprio Deus na terra. 
 
A coroa tripla que o papa usa simboliza a sua autoridade no céu, na terra e no inferno como rei do céu, da terra e do inferno. - O papa pode libertar as almas e admitir ao céu; exerce poder político sobre a terra, e tem o poder das chaves, podendo soltar todas as almas que desejar.
O Papa Leão XIII, em sua encíclica, A Reunião do Cristianismo, 1885, - ainda válida, não revogada, - declarou que o papa assume sobre a terra o lugar de Deus Todo-Poderoso. 
 
Assim a Igreja Romana considera o papa como o vigário de Cristo sobre a terra, o governador do mundo. Não é por acaso que até os cardeais e personalidades importantes prostram-se diante do papa beijando-lhes os pés.
Os papas foram tão longes usurpando o lugar de Deus que até insistem em serem chamados pelos nomes de Deus, como por exemplo, Santo Pai e Sua Santidade. Tais títulos aplicados a um mero homem são blasfemos e anticristãos. Aos olhos de Deus o poder papal é loucura e não ficará impune da culpa de tamanha glorificação humana. Quem pode crer que Cristo edificou Sua Igreja sobre um homem?
A Bíblia ensina claramente que o substituto de Cristo na terra é o Espírito Santo. O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João 14.26). 
 
Contra as reivindicações de Roma, os reformadores colocaram a Palavra de Deus. Contra o assim diz a igreja de Roma, eles colocaram o assim diz o Senhor.

extraido de:http://www.monergismo.com/textos/catolicismo/falsas_reivindicacoes_raniere2.htm extraido de : http://www.monergismo.com/textos/catolicismo/falsas_reivindicacoes_raniere.htm 
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Estou convencido de que todo o nosso sistema de justiça criminal está seriamente precisando de reforma e reestruturação porque não está funcionando e existem muitas iniquidades dentro dele. Os cristãos estão divididos sobre a pena de morte. Primeiro, existe a pergunta básica de se a pena de morte seria em si mesma uma coisa boa ou má. Penso que a opinião majoritária da igreja cristã, em toda sua história, tem sido de que a pena de morte é uma coisa boa. 
Essa posição foi assumida, não porque os cristãos fossem particularmente sedentos de sangue, mas porque os cristãos têm as Escrituras. A Palavra de Deus institui, estabelece e ordena a pena de morte em  Gênesis 9.6 . 

Quando o legislativo estadual da Pensilvânia votou a reintrodução da pena de morte, o então governador do estado vetou com base nas palavras bíblicas: “Não matarás”. Ele estava consciente de que a Bíblia diz “Não matarás”, e estava citando os Dez Mandamentos em Êx 20. Entretanto, se você examinar Êxodo 21, 22 e 23 (o código de santidade), Deus estabelece dispositivos para aqueles que quebram esse mandamento. Para aqueles que matam, Deus ordena que sejam executados. 

Distinções tênues são feitas entre assassinato voluntário e involuntário, premeditação, e vários tipos de situações que caem dentro da complexidade de nossa jurisprudência. Portanto, estou respondendo essa questão num sentido amplo. 

Normalmente, a grande objeção à pena de morte é que a vida humana é tão preciosa e tão valiosa que nunca deveríamos levantar nossas mãos contra ela. Também que todo ser humano é redimível. Outro argumento é que a pena de morte não é um meio de intimidação. Mas a instituição da pena de morte não foi dada como intimidação, mas como um ato de justiça. 

Qual é o raciocínio bíblico? A pena de morte é instituída muito cedo no Antigo Testamento – antes de Moisés, antes do Sinai, antes dos Dez Mandamentos, desde os dias de Noé, quando Deus disse: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu”. Isso não é uma predição. Na estrutura da linguagem há um imperativo: é uma ordem. E a razão é dada: “porque Deus fez o homem segundo a sua imagem” (Gn 9.6). 
Em outras palavras, a Bíblia diz que a vida humana é tão sagrada, tão preciosa, tão santa – a vida humana tem tanta dignidade – que, se com premeditação você destrói injustificadamente outro ser humano, você, por isso mesmo, perde o seu direito à vida. Deus não apenas permite a execução de assassinos, Ele a ordena. 
FONTE: Boa Pergunta, R. C. Sproul, Cultura Cristã, pág. 299-300. 
 
Extraído de: Monergismo.com
 1 Nota do tradutor: “Não Matarás”, significa, linguisticamente: não cometerás assassinato. 
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sexta-feira, 1 de março de 2013

Saiba mais sobre predestinação

Uma linguagem facil , e uma reflexão profunda pelo numero de paginas , leia e seja beneficiado !

A doutrina que exalta a Deus e humilha ao homem.

Baixe aqui:

http://www.4shared.com/office/xabBkwhW/ebook-predestinacao-que-gostar.html

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Arquivos do Site monergismo !

Ei , você ja pensou em baixar todos ou quase todos os arquivos do site monergismo de uma vez só ? seus problemas acabaram , fiz o upload compactado do arquivo , mas sem alteração de conteudo , o monergismo é um dos melhores sites com um vasto conteudo espero que você usufrua ! e repasse para que mais pessoas sejam alcançadas.



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