quarta-feira, 10 de abril de 2013




Podemos aceitar que existe um sentido genérico do amor de Deus. Ele demonstra e fala de amor ao mundo, à humanidade, à sua criação. Como calvinista, não tenho nenhuma dificuldade em aceitar isso. Temos que entender, porém, que no sentido salvífico (a salvação eterna da perdição e condenação do pecado) o amor de Deus é derramado exclusivamente sobre o seu povo e, individualmente, sobre os que ele eficazmente chama para si. Sobre aqueles que responderão, ao chamado eficaz, abraçando a Cristo como único e suficiente Salvador.

A frase "Deus odeia o pecado, mas ama ao pecador", entretanto, por mais que seja proferida e repetida, é uma forma simplista de expressar uma situação complexa, pois realmente é impossível separar o pecado do pecador, como se o pecado fosse uma entidade com vida independente, que apenas se utiliza do corpo e da mente do praticante.

Tiago (1.12-15) nos ensina que o pecado é gerado dentro das pessoas, partindo da própria concupiscência, externando sua prática em um relacionamento "simbiótico" (de dependência mútua) com o praticante. Sem barreiras e controles, enfim, sem a redenção, leva à morte.

O pecado é algo odioso em suas manifestações. Estas são verificáveis nas pessoas, pecadoras, sem as quais ele é indescritível e amorfo.

Em Romanos 9.11-18 a Bíblia fala do "aborrecimento" (ódio) de Deus contra Esaú, contrastando com o amor derramado sobre Jacó. Mas a Palavra de Deus expressa em outras ocasiões (além desse caso específico, de Esaú e Jacó) o ódio ("aborrecimento") de Deus a pecadores. Isso ocorre, porque ele é tanto JUSTIÇA como AMOR.

Por exemplo, no Salmo 11.5, lemos "O Senhor prova o justo e o ímpio; a sua alma odeia ao que ama a violência". Veja que ele não odeia somente a violência (inexistente, sem o praticante), mas "ao que ama a violência" - uma pessoa, o pecador.

Em Pv. 6.16-18 lemos sobre sete coisas que o senhor abomina (odeia): olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre irmãos. Quando lemos essa descrição das "coisas" que o Senhor odeia, vemos que elas não são especificamente "coisas", mas são pessoas que realizam certas ações; a descrição é a de pessoas que Deus abomina. Isso fica bem claro nas duas últimas "coisas" - uma pessoa, ou outra, que é: "testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos".

Não resta dúvida, portanto, que pelo menos nessas instâncias específicas Deus odeia pecadores. Consequentemente, isso deve nos fazer cautelosos de dar uma declaração genérica e abrangente de que ele não odeia pecadores, pois esse ensinamento não pode ser atribuído, dessa maneira, à Bíblia e carece de inúmeras qualificações.

Solano Portela

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2009/10/deus-odeia-o-pecado-mas-ama-o-pecador-e.html 
Complementação: 

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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Os cristãos e o álcool

 

Por R.C. Sproul 

"Lembro-me de certo jantar em que eu estava com um grupo num restaurante. A garçonete veio nos servir e perguntou: "O que desejam para beber? Alguém gostaria de um drinque?". Um dos nossos anfitriões a cortou dizendo: "Não, somos cristãos". O presunçoso farisaísmo de nosso anfitrião não somente embaraçou a garçonete, que estava simplesmente fazendo seu trabalho, mas passou uma mensagem errada sobre o cristianismo. Cristianismo não é sobre comida nem bebida.

Beber álcool é um assunto controverso na comunidade cristã. Muitos argumentam que Jesus nunca bebeu vinho e que quando os fariseus o chamaram de beberrão estavam distorcendo a verdade. Eles também argumentam que o vinho que Jesus criou nas bodas de Caná era sem fermento. Esse tipo de argumento, contudo, reflete uma péssima e tortuosa abordagem do texto bíblico; isso acontece quando as pessoas abordam o texto bíblico com um viés cultural. Muitos estão convencidos de que a abstinência total é o único caminho espiritual, mas não aprendemos tal coisa das Escrituras - nem do Antigo Testamento ou da celebração da Páscoa. Se fizéssemos um estudo da palavra vinho na Bíblia, veríamos as coisas como são. Deus santificou a bebida e alertou contra o excesso, porque embebedar-se é pecado. Deus não faria advertências contra a embriaguez para pessoas que bebiam suco de uva.

Essa visão é ofensiva para muitos. Os que estão convencidos de que não podem beber vinho, não devem jamais permitir que vinho toque seus lábios, já que para eles isso é pecado. Para outros não é. Nosso irmão não deve nos julgar, e não devemos julgar nosso irmão."

Fonte: R. C. Sproul. Estudos bíblicos expositivos em Romanos. Ed. Cultura Cristã, p. 431.
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sexta-feira, 29 de março de 2013

O suícidio é imperdoavél ?


 Pergunta
Visto que Judas (o traidor) se matou, ele foi para o céu ou para o inferno? Eu sempre tenho ouvido que o suicídio é o pecado imperdoável. Mas nos Evangelhos eu leio que o pecado imperdoável é blasfemar contra o Espírito Santo.

Resposta
Assim como você pensa, o suicídio não é o pecado imperdoável a blasfêmia contra o Espírito Santo é (Lucas 12:10). Frequentemente algumas pessoas têm argüido que o suicídio te manda para o inferno porque você não tem a oportunidade de se arrepender dele. Contudo, falhar em se arrepender de um pecado particular antes de morrer não te envia para o inferno. Os cristãos são guardados com segurança em Cristo; eles não perdem e ganham novamente a salvação à medida que eles pecam e se arrependem.

Por outro lado, Judas em si provavelmente esteja no inferno. Em Marcos 14:21 Jesus diz que seria melhor para Judas nunca ter nascido, o que não parece facilmente se reconciliar com a idéia de que Judas esteja no céu. Em João 17:12, falando com Deus, Jesus adiciona que ele guardou os outros discípulos “no teu nome, os que me deste”, mas ele não guardou Judas dessa forma, com o resultado de que Judas, o filho da perdição, se perdeu. Não ter sido guardado no nome divino é provavelmente equivalente a nunca ter sido salvo. A palavra grega para “perdição” significa “destruição” ou “inferno”, de forma que Judas era o “filho do inferno”, o que também parece indicar que Judas está no inferno. 

extraido de : http://www.monergismo.com/textos/etica_crista/suicidio_judas_McLaughlin.htm
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sexta-feira, 15 de março de 2013




A Bíblia torna claro tanto no Velho como no Novo Testamento que o casamento não é proibido para aqueles que desejam agradar a Deus, mesmo para os que desejam servi-lo em tempo integral. O Novo Testamento deixa isso claro quando faz exigências para os oficiais da igreja: Porém que o epíscopo seja irrepreensível, esposo de uma única mulher ... que ele saiba governar bem a sua própria casa, mantendo os filhos na submissão com toda dignidade (1Timóteo 3:2-4). Também as mesmas regras são aplicadas aos diáconos, conforme o verso 12. Os sacerdotes do Velho Testamento também eram livres para casar e geralmente eram casados, bem como os líderes das Igrejas do Novo Testamento.

Enquanto isso, a Bíblia condena severamente as relações sexuais entre pessoas não casadas. Deus diz que o contato sexual entre os casados não é pecado. De preferência Ele ordena que cada pessoa no casamento se dê uma à outra. Passemos aos pontos sobre os quais me escrevestes. É bom ao homem não tocar em mulher. Todavia, para evitar a fornicação, tenha cada homem a sua mulher e cada mulher o seu marido. O marido cumpra o dever conjugal para com a esposa; E a mulher faça o mesmo em relação ao marido. A mulher não dispõe do seu corpo; mas é o marido quem dispõe. Do mesmo modo, o marido não dispõe do seu corpo; mas é a mulher quem dispõe. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo e por algum tempo, para que vos entregueis à oração; depois disso voltai a unir-vos... (1 Coríntios 7: 1-5). Esta passagem torna claro que a falta de desejo no momento, ou mesmo o sentimento de que o sexo é pecado, não é razão suficiente para uma pessoa casada privar-se de seu marido ou de sua esposa. Deus quer que os casados fiquem satisfeitos no lar, a fim de se fortificarem contra as tentações lá fora.


Em Efésios 5:22-23 Deus escolheu a relação entre marido e mulher como exemplo de sua relação com os crentes. Ele disse: As mulheres estejam sujeitas aos seus maridos, como ao Senhor, porque o homem é cabeça da mulher, como Cristo é cabeça da igreja, e o salvador do corpo. A passagem continua ordenando aos maridos que amem suas esposas e as tratem com doçura tão bem como tratam a si mesmos. Devemos ser submissos a Cristo como a esposa é submissa ao seu marido, e ele quer ter conosco o mesmo cuidado que o marido tem pela esposa. O uso desta comparação mostra que Deus aprova o casamento.

É verdade que uma pessoa solteira está mais livre para o serviço de Deus, e a Bíblia diz isso claramente, mas o contrabalança com o ensino da 1 Coríntios 7:9: Mas, se não podem guardar a continência, casem-se pois é melhor casar-se do que ficar abrasado. Assim, enquanto ficar solteiro é o melhor caminho para algumas pessoas servirem a Deus, não é o melhor para todas. Eis a razão por que Deus permite a cada um casar ou não, conforme o seu próprio caso.


A Igreja Católica afirma que Pedro foi o primeiro Bispo de Roma e o primeiro Papa, embora ele fosse obviamente casado, conforme vemos em Mateus 8:14 e 1 Coríntios 9:5. Uma vez que a Bíblia não exige o celibato para os líderes da Igreja e a Igreja Primitiva não o praticava, ele não é obviamente um mandamento de Deus para todos os que desejam servi-lo em tempo integral. Ele foi imposto aos padres Católicos Romanos por certos Sínodos (Elvira, Orange, Artles, Agde, Toledo) e pelo Concílio Laterano de 1.139 d.C., basicamente para eliminar o nepotismo da Igreja Romana, que controla uma grande parte das propriedades que alguns dos padres prefeririam passar para seus filhos.


Esta condição não existe nas Igrejas Protestantes, de modo que não tem havido necessidade de tal regulamento. Além disso, muitas Igrejas Protestantes são democráticas demais em sua organização para impor uma regra que não tem base bíblica. A Igreja Romana é uma Empresa e tem o direito de exigir o celibato de alguns dos seus empregados; entretanto, muitos padres são incapazes de atravessar sua vida sem ter relações sexuais. Deus considera essas relações extremamente pecaminosas, quando praticadas pelos que não são casados. (1 Coríntios 6:9-10,18; Atos 15:28-29; Apocalipse 21:8). Os pobres sacerdotes que não conseguem resistir não são apenas severamente condenados por Deus, mas também escandalizam muitos em sua Igreja, levando outros ao pecado junto com eles.

extraido de : http://solascriptura-tt.org/Seitas/Romanismo/AosAmigosCatolicos-THeinze.htm
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Não resta dúvida que João Paulo II foi um excelente estadista para o mundo e um estratégico papa para a Igreja Católica Romana, mas o mundo cristão protestante nunca poderá deixar de lembrar que a doutrina da sucessão do apóstolo Pedro é apenas mais um dos erros que a Igreja de Roma acrescentou ao cristianismo.

Como protestantes precisamos discernir que ao desmascararmos as falsas reivindicações da igreja romana não estamos simplesmente diminuindo ou desprezando a pessoa de João Paulo II, mas apenas mostrando que as Escrituras não dão razão para crermos na doutrina do primado de Pedro. 
 
A palavra papa e a palavra papado nome que se dá ao cabeça da Igreja Romana e ao sistema de governo católico não se encontram na Bíblia. Um papa que é reconhecido como chefe supremo da igreja também não se encontra na Bíblia. A palavra papa (que vem do latim) significa pai. Mas Jesus proibiu seus discípulos que chamassem qualquer homem de pai no sentido espiritual: A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus.(Mt 23.9). 
 
O mesmo acontece com a palavra pontífice, que literalmente significa construtor de pontes ( pons , ponte e facio , fazer). Tal título não vem da Bíblia, mas da Roma pagã, onde o imperador que era considerado o sumo sacerdote da religião pagã -, declarava-se a ponte entre esta vida e a vida futura. O título foi tirado do paganismo e aplicado ao cabeça da Igreja Católica Romana.
Assim como o sumo sacerdote do Antigo Testamento era o mediador entre Deus e os homens, o papa também reivindica ser mediador entre Deus e os homens, com poder sobre as almas no purgatório. Mas Cristo é o único mediador entre Deus e os homens: Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem. (1Tm 2.5). Cristo é a única Cabeça verdadeira da Igreja. Só Cristo tem os atributos perfeitos necessários para ocupar esse alto posto, pois: nele, habita, corporalmente, toda a plenitude da Divindade... Ele é o cabeça de todo principado e potestade. (Cl 2.9,10). E ainda em Colossenses 1.18 diz: Ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia. É arrogância e pecado o papa ou qualquer outro homem reivindicar ser o cabeça da igreja e mediador entre Deus e os homens


Você sabia que a coroação de um novo papa envolve um ritual que declara que ele está recebendo toda autoridade suprema como juiz do céu e da terra? Pois é, quando a coroa tripla (uma tiara ou diadema com três coroas) é colocada sobre a cabeça do novo papa na sua coroação, o ritual ordena que o cardeal oficiante faça a seguinte declaração: 
 
Saiba que és o Pai dos Príncipes e Reis, o Governador do Mundo, o Substituto de nosso salvador Jesus Cristo. 
 
O ensinamento romano oficial diz que: o papa assume o lugar de Jesus Cristo sobre a terra... por direito divino o papa tem poder supremo e total na fé e na moral sobre cada e todo pastor e seu rebanho. Ele é o verdadeiro substituto de Cristo, o cabeça de toda a igreja, o pai e o mestre de todos os cristãos. Ele é o governador infalível, o instituidor dos dogmas, o autor e o juiz dos concílios; o soberano universal da verdade, o árbitro do mundo, o supremo juiz do céu e da terra, o juiz de todos, sendo julgado apenas por um, o próprio Deus na terra. 
 
A coroa tripla que o papa usa simboliza a sua autoridade no céu, na terra e no inferno como rei do céu, da terra e do inferno. - O papa pode libertar as almas e admitir ao céu; exerce poder político sobre a terra, e tem o poder das chaves, podendo soltar todas as almas que desejar.
O Papa Leão XIII, em sua encíclica, A Reunião do Cristianismo, 1885, - ainda válida, não revogada, - declarou que o papa assume sobre a terra o lugar de Deus Todo-Poderoso. 
 
Assim a Igreja Romana considera o papa como o vigário de Cristo sobre a terra, o governador do mundo. Não é por acaso que até os cardeais e personalidades importantes prostram-se diante do papa beijando-lhes os pés.
Os papas foram tão longes usurpando o lugar de Deus que até insistem em serem chamados pelos nomes de Deus, como por exemplo, Santo Pai e Sua Santidade. Tais títulos aplicados a um mero homem são blasfemos e anticristãos. Aos olhos de Deus o poder papal é loucura e não ficará impune da culpa de tamanha glorificação humana. Quem pode crer que Cristo edificou Sua Igreja sobre um homem?
A Bíblia ensina claramente que o substituto de Cristo na terra é o Espírito Santo. O Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (João 14.26). 
 
Contra as reivindicações de Roma, os reformadores colocaram a Palavra de Deus. Contra o assim diz a igreja de Roma, eles colocaram o assim diz o Senhor.

extraido de:http://www.monergismo.com/textos/catolicismo/falsas_reivindicacoes_raniere2.htm extraido de : http://www.monergismo.com/textos/catolicismo/falsas_reivindicacoes_raniere.htm 
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Estou convencido de que todo o nosso sistema de justiça criminal está seriamente precisando de reforma e reestruturação porque não está funcionando e existem muitas iniquidades dentro dele. Os cristãos estão divididos sobre a pena de morte. Primeiro, existe a pergunta básica de se a pena de morte seria em si mesma uma coisa boa ou má. Penso que a opinião majoritária da igreja cristã, em toda sua história, tem sido de que a pena de morte é uma coisa boa. 
Essa posição foi assumida, não porque os cristãos fossem particularmente sedentos de sangue, mas porque os cristãos têm as Escrituras. A Palavra de Deus institui, estabelece e ordena a pena de morte em  Gênesis 9.6 . 

Quando o legislativo estadual da Pensilvânia votou a reintrodução da pena de morte, o então governador do estado vetou com base nas palavras bíblicas: “Não matarás”. Ele estava consciente de que a Bíblia diz “Não matarás”, e estava citando os Dez Mandamentos em Êx 20. Entretanto, se você examinar Êxodo 21, 22 e 23 (o código de santidade), Deus estabelece dispositivos para aqueles que quebram esse mandamento. Para aqueles que matam, Deus ordena que sejam executados. 

Distinções tênues são feitas entre assassinato voluntário e involuntário, premeditação, e vários tipos de situações que caem dentro da complexidade de nossa jurisprudência. Portanto, estou respondendo essa questão num sentido amplo. 

Normalmente, a grande objeção à pena de morte é que a vida humana é tão preciosa e tão valiosa que nunca deveríamos levantar nossas mãos contra ela. Também que todo ser humano é redimível. Outro argumento é que a pena de morte não é um meio de intimidação. Mas a instituição da pena de morte não foi dada como intimidação, mas como um ato de justiça. 

Qual é o raciocínio bíblico? A pena de morte é instituída muito cedo no Antigo Testamento – antes de Moisés, antes do Sinai, antes dos Dez Mandamentos, desde os dias de Noé, quando Deus disse: “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu”. Isso não é uma predição. Na estrutura da linguagem há um imperativo: é uma ordem. E a razão é dada: “porque Deus fez o homem segundo a sua imagem” (Gn 9.6). 
Em outras palavras, a Bíblia diz que a vida humana é tão sagrada, tão preciosa, tão santa – a vida humana tem tanta dignidade – que, se com premeditação você destrói injustificadamente outro ser humano, você, por isso mesmo, perde o seu direito à vida. Deus não apenas permite a execução de assassinos, Ele a ordena. 
FONTE: Boa Pergunta, R. C. Sproul, Cultura Cristã, pág. 299-300. 
 
Extraído de: Monergismo.com
 1 Nota do tradutor: “Não Matarás”, significa, linguisticamente: não cometerás assassinato. 
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sexta-feira, 1 de março de 2013

Saiba mais sobre predestinação

Uma linguagem facil , e uma reflexão profunda pelo numero de paginas , leia e seja beneficiado !

A doutrina que exalta a Deus e humilha ao homem.

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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Arquivos do Site monergismo !

Ei , você ja pensou em baixar todos ou quase todos os arquivos do site monergismo de uma vez só ? seus problemas acabaram , fiz o upload compactado do arquivo , mas sem alteração de conteudo , o monergismo é um dos melhores sites com um vasto conteudo espero que você usufrua ! e repasse para que mais pessoas sejam alcançadas.



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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Entrevista sobre Cessacionismo e Continuismo

Fiquei imaginando o que eu diria se fosse entrevistado sobre a cessação e a continuação dos dons espirituais mencionados na Bíblia, e daí nasceu esta sessão fictícia de perguntas e respostas. As perguntas estão em negrito e itálico.

Pastor Augustus, os dons espirituais cessaram?
Primeiro é necessário definir a que dons nos referimos. Acredito que o Espírito continua até hoje a conceder à Igreja a maioria dos dons mencionados na Bíblia. Mas, tenho a impressão que outros dons foram concedidos somente por um tempo a determinadas pessoas, para atender aos propósitos de Deus para aquela época. Estes não estariam mais disponíveis hoje. Por isto, é necessário, antes de qualquer coisa, esclarecer a que dons estamos nos referindo quando dizemos que os dons cessaram ou que continuam.

Outra coisa a ser levada em consideração é que, de acordo com a história bíblica, Deus não agiu sempre da mesma maneira em todas as épocas. Há muitas ações miraculosas e sobrenaturais que ocorreram somente uma vez ou durante um tempo específico e não foram repetidas. Portanto, por princípio, devemos admitir que Deus é soberano para agir de diferentes maneiras através da história, e que dentro desta ação, ele concede diferentes dons a diferentes pessoas em diferentes épocas. Assim, não podemos nem restringir a ocorrência de determinados dons somente a um período da história e nem requerer que todos os dons terão necessariamente de ocorrer em todos estes períodos.

Então, você não se definiria como um cessacionista?
Se por cessacionista você quer dizer uma pessoa que não acredita que o Espírito Santo conceda dons espirituais à sua Igreja nos dias de hoje, é claro que não sou cessacionista. Se, por outro lado, um continuísta seria alguém que acredita que todos os dons espirituais mencionados na Bíblia estão disponíveis hoje à Igreja, bastando ter fé para recebê-los, é claro que também não sou um continuísta. Creio num caminho intermediário para o qual ainda não achei um nome. Não posso ser chamado de cessacionista e nem de continuísta, pois creio que alguns dons continuam como eram no Novo Testamento, outros cessaram e outros continuam apenas em parte.

Bem, a discussão moderna gira mais em torno dos dons chamados sobrenaturais, como curas, línguas, profecias... se Deus é o mesmo hoje, ontem e eternamente, estes dons não estariam disponíveis hoje, como estavam na época dos apóstolos?
Poderíamos perfeitamente aplicar a estes dons e outros o princípio acima, de que Deus age de maneiras diferentes em épocas diferentes. Não podemos confundir a imutabilidade de Deus - que significa que ele não muda em seu ser e seus atributos - com a “mesmice” de Deus, que significa que ele sempre age da mesma forma. Teoricamente, ele poderia ter concedido os dons relacionados com curas, línguas e profecias a algumas pessoas durante o período apostólico e uma vez cessado aquele período, suspendido a atuação dos mesmos. Não vejo em que admitir isto afeta a imutabilidade de Deus ou diminui o seu poder e sua glória. Querer que Deus sempre atue da mesma maneira, isto sim, engessa Deus num padrão rígido e não admite que Ele tenha maneiras diferentes de agir em épocas diferentes para atingir seus propósitos.

Mas o que havia de tão especial no período apostólico para Deus conceder estes dons sobrenaturais?
Foi o período de transição entre a antiga e a nova alianças. Teve a ver com a vinda de Jesus Cristo ao mundo e o cumprimento de todas as promessas que Deus havia feito a seu povo pelos profetas de Israel. Foi a inauguração dos últimos dias, do fim dos séculos, da última hora e do fim dos tempos. Foi a época em que o Espirito prometido foi derramado. Deus levantou os Doze e Paulo para através deles explicar e registrar estes fatos no Novo Testamento. Era necessário, portanto, que o período mais importante da história da redenção fosse marcado por sinais, prodígios e maravilhas feitos por pessoas extraordinárias como os apóstolos e seus associados. Era preciso deixar claro que era Deus quem estava por detrás daqueles acontecimentos e da mudança da aliança. Uma parte dos dons mencionados no Novo Testamento está relacionada diretamente com este período e com os apóstolos, como o dom de curar e fazer milagres e a profecia como veículo de novas revelações. O dom de línguas, aparentemente, estava também associado àquela época, como sinal externo da chegada do Espírito Santo aos diferentes grupos que compunham a Igreja em seu início (judeus, samaritanos, gentios e discípulos de João Batista). Mas, parece que ele servia a outros propósitos além deste mencionado. 

A questão é que estes dons aparecem em algumas das listas de dons espirituais do Novo Testamento como ferramentas do Espírito dadas a todos os crentes para edificar a igreja de Cristo. E agora?
Não vejo dificuldades. Estas listas aparecem em Efésios 4, Romanos 12, 1Coríntios 12 (2 listas) e 1Pedro 4. O que precisamos é definir com mais precisão o que significam cada um destes dons. O que significa, por exemplo, o dom de profetizar, que aparece nestas listas? Os crentes que tinham o dom de profetizar nas igrejas cristãs eram profetas iguais a Isaías e Jeremias, que foram capazes de predizer o futuro de Israel e das nações com incrível precisão? Ou será que os profetas cristãos se limitavam a edificar, exortar, consolar e instruir as igrejas, como Paulo diz em 1Coríntios 11:3 e 31? E o que significa o dom de curar e de realizar milagres? Por que só encontramos este dom associado ao ministério dos apóstolos? E por falar nisto, o que significa “apóstolo” na lista de Efésios 4? O termo pode significar tão somente enviados, missionários, sem qualquer relação com os Doze e Paulo. Infelizmente as pessoas não levam em conta que existem determinados aspectos da função do profeta, do ofício do apóstolo e mesmo do dom de línguas, os quais parecem estar relacionados somente àquela época. Se levarmos em conta estas coisas, podemos até dizer que todos os dons continuam hoje, mas que alguns aspectos ou atributos deles cessaram após o período dos apóstolos.

E qual seria então o critério para dizermos quais os dons que permanecem para os dias de hoje e quais os que cessaram?
Acredito que a regra de ouro é esta: todos os dons que foram veículos de novas revelações ou que estavam ligados diretamente aos instrumentos das revelações, que foram os apóstolos, cessaram com a morte deles. Ilustrando, o dom de profecia continua hoje, conforme entendo, mas somente enquanto exortação, consolo, confrontação pela Palavra. Já o aspecto revelatório da profecia que vemos, por exemplo, em João ao escrever Apocalipse, ou em Paulo e Pedro ao prever como será o futuro, a vinda de Cristo, a ressurreição dos mortos, etc., isso certamente não faz parte da profecia hoje. Já cessou.

Da mesma forma o dom do apostolado. Se entendermos apóstolo como missionário, enviado das igrejas para pregar o Evangelho aos povos (é este o sentido básico do termo em grego), não vejo problemas em dizer que ainda hoje temos apóstolos entre nós, que são os missionários que vão desbravar campos ainda não atingidos pelo Evangelho. Mas, certamente não existem mais apóstolos no sentido dos Doze e Paulo, que viram o Senhor Jesus ressurreto, foram chamados diretamente por Ele pessoalmente ou numa aparição após a ressurreição, e que receberam não somente poderes extraordinários de curar e realizar milagres, como foram também veículos da revelação divina, tendo profetizado acerca do futuro de Deus para seu povo e o mundo. E mais, seus escritos às igrejas foram inspirados pelo Espírito Santo, de forma que são infalíveis e inerrantes, sendo a própria Palavra de Deus. Obviamente, nenhum dos que se intitulam de apóstolo hoje tem estas credenciais. Portanto, não podem ser considerados apóstolos como Pedro, Tiago, João e Paulo. Este é um dos dons que permanece hoje somente em parte.

Por este critério o dom de línguas teria cessado também?
Não necessariamente, pois, até onde eu entendo, ele não era revelacional, isto é, não era veículo de novas revelações, como a profecia. Acredito que o relato de Atos e de 1Coríntios 14 nos dão informações suficientes de que o conteúdo das línguas era o louvor a Deus (Atos 2:11; 10:46). O dom consistia na capacidade de louvar e exaltar as grandezas de Deus num idioma que a pessoa desconhecia, e que tinha de se traduzido para a edificação da igreja. Portanto, teoricamente, este dom não precisaria ter cessado pois não era revelacional. Todavia, temos indícios significativos da história da igreja de que ele cessou após o período apostólico. Na eventualidade de uma ocorrência genuína deste dom hoje, esperaríamos que fosse de acordo com as regras bíblicas de 1Coríntios 14: dois ou três falando, em sequência, e com interpretação. Como normalmente não é este o caso nas igrejas que dizem ter este dom, continuo tendo dúvidas de que o que está acontecendo nelas é a manifestação do genuíno dom de línguas. Mas, em tese, estou aberto para a ocorrência do dom genuíno.

Mas, então, isto quer dizer que os crentes que falam em línguas são mentirosos ou estão sendo influenciados pelo diabo?
Claro que não. Seria uma temeridade afirmar este tipo de coisa. Prefiro pensar que em boa parte das ocorrências são irmãos em Cristo sinceros que pensam estar de fato falando em línguas por terem sido ensinados desta forma dentro de determinados ambientes. Eles foram ensinados que falar em línguas é balbuciar palavras sem sentido num êxtase emocional. Há alguns que inclusive foram ensinados por seus pastores a como fazer isto, tipo “relaxe a língua, forme uma palavra desconhecida em sua mente e repita até que saia espontaneamente da sua boca...”

Não consigo perceber qual é o mal em se falar em línguas hoje nas igrejas. Qual o problema?
Se as línguas faladas não forem de Deus, a imitação delas deve trazer algum prejuízo ou perigo de natureza espiritual. Não posso afirmar ao certo, mas imagino que pode produzir arrogância, falsa espiritualidade, e abrir a porta para a atuação de demônios ou da natureza pecaminosa do homem. Na verdade, estes perigos estão presentes em qualquer manifestação que seja meramente humana, e não somente línguas.

Alguns diriam que você nunca falou em línguas porque nunca foi realmente batizado com o Espírito Santo...
Hehe, eu sei, já me disseram isto na cara, num congresso de irmãos pentecostais onde estive como visitante. Bom, a minha resposta é que acordo com Paulo todos os crentes verdadeiros já foram batizados com o Espírito Santo (1Cor 12:13) mas nem todos falam em línguas (1Cor 12:30). Se não for assim, terei de dizer que os reformadores e os grandes missionários da história da igreja nunca foram batizados com o Espírito Santo, pois nunca falaram em línguas. Todavia, se formos fazer uma comparação, eles fizeram mais pelo Reino de Deus do que estes que hoje insistem em dizer que as línguas são o sinal inequívoco do batismo com o Espírito Santo...

Mudando de assunto... Deus cura hoje?
Sem dúvida alguma. Eu mesmo já fui curado por Deus. Todavia é preciso fazer a diferença entre o dom de curar e as curas que Deus faz em resposta à oração. Aqueles que tinham o dom de curar - e parece que estava restrito aos apóstolos e seus associados - nunca falhavam. Cada vez que determinavam a cura, ela acontecia. Não há caso registrado de alguém com dom de curar, como Paulo e Pedro, terem comandado a cura que ela não tenha acontecido. E estamos falando da cura de cegos, coxos, aleijados, surdos e mudos, muitos dos quais nem tinham fé. E mesmo da ressurreição de mortos. Obviamente não apareceu depois dos apóstolos ninguém na história da Igreja, até os dias de hoje, com este mesmo poder. E estou falando de homens como Agostinho, Lutero, Calvino, Wesley, Whitefield, Hudson Taylor, Spurgeon, Moody e outros homens de Deus, que não podem ser acusados de não terem fé ou de serem carnais.

Isso não quer dizer que Deus deixou de curar depois dos apóstolos. Ele cura sim, ao responder as orações por cura quando quiser. E nem sempre ele responde positivamente. Se fosse feita uma pesquisa, aposto que ela revelaria que existe proporcionalmente o mesmo número de doentes entre aqueles que dizem acreditar que o dom de curar existe hoje e aqueles que acham que já cessou. Isto é, vamos encontrar nos leitos dos hospitais proporcionalmente o mesmo número de membros doentes de igrejas que dizem ter o dom de curar e daquelas que não pensam assim.

Jesus disse certa feita que quem cresse nele faria os mesmos sinais que ele fez. Esta promessa é verdadeira ou não?
O que Jesus disse foi que eles fariam as mesmas obras. Ele não disse que fariam os mesmos sinais (ver João 14:12). Embora o termo “obras” possa se referir aos milagres dele, é mais provável que Cristo se referia à obra de evangelização e conquista de almas, que foi efetivamente a única obra que os apóstolos fizeram que era maior do que as realizadas por ele. Sobre isto, escrevi um post aqui no blog O Tempora, O Mores, dando as razões exegéticas para esta interpretação. A verdade é que nunca ninguém conseguiu superar os milagres de Jesus ao longo de dois mil anos de história do Cristianismo.

E quanto a sonhos e visões?
De acordo com o autor da carta aos Hebreus, Deus de fato se revelou de maneira extraordinária antes de Cristo, falando através dos profetas por meio de visões e sonhos, conforme encontramos no Antigo Testamento. Com a vinda do Senhor Jesus, que é a Palavra encarnada e portanto a última e maior revelação de Deus, estes modos de revelação cessaram, à medida que os apóstolos e escritores no Novo Testamento registraram de maneira infalível e definitiva esta última revelação.

Não digo que Deus não possa hoje se manifestar de maneira extraordinária a um crente. Mas, então, seria o caso de uma experiência pessoal, que não pode ter validade e utilidade pública e nem ser usada como meio para se impor alguma prática ou doutrina aos demais. A maneira geral, normal e esperada de Deus se comunicar conosco hoje é pelo Espirito falando pelas Escrituras e pela sua Providência, que é a maneira sábia pela qual Deus controla e governa os acontecimentos.

Vamos voltar ao dom de profecia. Afinal, ele existe hoje ou não?
Depende do que estamos falando. Os profetas do Antigo Testamento, como Isaías e Ezequiel por exemplo, receberam de Deus revelações quanto ao futuro de Israel, nas nações daquela época e da humanidade em geral. Estas revelações foram registradas em livros com o nome destes profetas e fazem parte da Bíblia. Além da profecia preditiva, os profetas exortavam o povo de Deus a que se arrependessem de seus pecados e voltassem à obediência da aliança. Na verdade, os livros deles trazem proporcionalmente muito mais exortações e advertências do que predições do futuro.

Os sucessores dos profetas do Antigo Testamento foram os apóstolos do Novo Testamento. Paulo, Pedro, João e os demais apóstolos também receberam revelações de Deus quanto ao futuro, a saber, a vinda de Cristo, a ressurreição dos mortos, o novo céu e a nova terra.

Os profetas das igrejas locais no período apostólico não eram iguais aos profetas do Antigo Testamento como Isaías, Jeremias, Oséias, Joel, Amós, etc. Entendo que o dom de profecia que aparece nas listas de dons do Novo Testamento se refere à capacidade dada por Deus a determinadas pessoas para trazerem uma palavra de Deus à igreja, baseada nas Escrituras, em momentos de crise e necessidade. O profeta exortava, edificava e instruía os crentes reunidos. Não vejo qualquer base para dizermos que o dom de profetizar no Novo Testamento é o poder para revelar o que está acontecendo na vida íntima dos outros ou anunciar o futuro da vida das pessoas. Se fosse feito um registro da quantidade de profecias deste tipo que se mostraram falsas, não cumpridas ou que são tão gerais que cabe tudo nelas, já teríamos concluído de vez que o dom de profetizar não é isto.

Mas, e o caso do profeta Ágabo no livro de Atos que profetizou por duas vezes acontecimentos futuros?
Ágabo profetizou por duas vezes fatos que estavam relacionados com a vida e o ministério do apóstolo Paulo, durante o período em que as Escrituras estavam sendo feitas e no qual Paulo era o principal protagonista. Me parece claramente uma situação excepcional e bastante diferente do período atual da história da igreja.

Não acha que essa sua posição acaba por extinguir e apagar o Espírito e impedir a ação de Deus no meio de seu povo? Não é este o pecado imperdoável, a blasfêmia contra o Espírito Santo?
Acho que o maior pecado contra o Espírito é desobedecer as orientações que Ele nos deu na Bíblia para examinarmos todas as coisas. Ele orientou os escritores bíblicos a escreverem aos crentes dizendo que eles deveriam estar atentos contra manifestações espirituais que não procediam de Deus, contra a ação de falsos profetas e falsos irmãos e mesmo contra a ação de espíritos enganadores que são capazes de realizar sinais e prodígios (Apocalipse 16:14). O Espírito nos chama a discernir os espíritos, a exercitar o bom senso e usar a razão. Pecamos contra o Espírito ao aceitarmos as manifestações espirituais de maneira crédula, sem exame ou análise, renunciando às orientações bíblicas e à nossa razão. É pela omissão dos crentes que os falsos profetas entram nas igrejas e disseminam heresias perniciosas.

Qual o seu comentário final aos nossos ouvintes?
Não considero a questão da contemporaneidade dos dons como sendo uma daquelas que se acham no coração do cristianismo. Não estou negando a importância da discussão se todos os dons que aparecem na Bíblia estão disponíveis hoje ou não. A verdade é que cristãos verdadeiros que são cessacionistas ou continuístas têm o mesmo desejo, que é servir a Deus de todo coração e serem instrumentos de bênção para os outros. Por outro lado, se não tivermos uma compreensão clara de um assunto como este, poderemos não somente nos privar da verdade como também promover a mentira – em ambos os casos, mesmo que o prejuízo não seja fatal, certamente afetará a nossa vida e das pessoas ao nosso redor.

fonte: http://tempora-mores.blogspot.com.br/2013/02/entrevista-sobre-cessacionismo-e.html
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